3 Anos desde a primeira Maca

No dia 6 de agosto completei três anos desde que dei início aos meus atendimentos com massagem.

Há três anos, eu era motoboy, fazia entregas e tinha medo de começar meu próprio negócio.

O começo foi dentro de casa. Eu mesmo reformei as paredes do meu quarto, comprei uma maca e comecei.

Era literalmente o que eu tinha: uma sala e uma maca.

Mesmo com uma estrutura tão simples, desde o curso eu já imaginava a massoterapia como uma carreira para muitos anos. O que eu não imaginava era tudo o que aconteceria nesse caminho.

Nesses três anos, alguns momentos mudaram completamente a minha trajetória.

Reformei e transformei meu espaço de atendimento. Viajei para a Tailândia em busca de uma formação internacional e tive contato com outra forma de compreender a cultura do toque. Dessa experiência vieram muitos dos insights que mais tarde contribuíram para o nascimento do Projeto GAIA.

E talvez essa seja uma das maiores mudanças quando olho para trás.

Eu comecei pensando em atender pessoas dentro da minha sala. Hoje, começo a enxergar a massagem para além dela: em empresas, eventos, projetos, na formação de outros terapeutas e, futuramente, quem sabe, também em iniciativas voltadas às crianças e à educação sobre o toque e a consciência corporal.

A Tailândia foi uma grande virada de chave nesse processo. Ela ampliou não apenas minha técnica, mas a forma como passei a enxergar o meu trabalho e as possibilidades dessa profissão.

No dia 6, olhando para esses três anos, o sentimento que ficou foi gratidão.

Gratidão por cada fase, cada pessoa que confiou no meu trabalho e por tudo o que precisei aprender e construir até aqui.

Também senti orgulho daquele menino que começou com medo, dentro de um quarto, tendo apenas uma maca.

Três anos depois, a sensação não é de chegada.

É de que tudo isso ainda é só a ponta do iceberg de uma história que está começando.

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